sábado, 18 de agosto de 2007

PULP FICTION

Título Original: Pulp Fiction/ Gênero: Policial/ Duração: 154 minutos/Ano (EUA): 1994/Direção: Quentin Tarantino/Roteiro: Quentin Tarantino, baseado em estória de Roger Avary e Quentin Tarantino/Produção: Lawrence Bender/Direção de Fotografia: Andrzej Sekula/ Direção de Arte: Charles Collum/Figurino: Betsy Heimann/Edição: Sally Menke

Em 1994, o enigmático diretor Quentin Tarantino nos deu a honra de prestigiar uma verdadeira obra cinematográfica, fazendo os amantes do cinema terem uma nova visão, deixando inúmeras influências e imitações para produções subseqüentes.Durante o desenvolvimento da trama de “Pulp Fiction”, o filme faz uma interligação entre a história de três personagens, e a interação entre os mesmos se dá de forma não linear. O filme vem mostrando momentos de “humor perverso”, “elegantíssimos deboches” e também de muita aventura, unindo em um único filme, gêneros como policial, aventura, uma pitada de comédia e suspense.A historia trata de dois assassinos profissionais que devem fazer cobrança para um gângster. Vicent, um dos gângsteres, tem que fazer companhia a garota de seu chefe durante o tempo que o mesmo não se encontra presente, e Vicent Vegas passa o tempo todo com medo de passar dos limites. Enquanto isso, um boxeador se mete em apuros por ganhar a luta que deveria perder, pois havia negociado sua derrota com Marsellus (um dos poderosos Gângsteres locais).Agora, como falar em “Pulp Fiction” e não mencionar o modo que Tarantino trabalha neste filme? Sua mente geniosa surpreende o publico com um roteiro não linear, muito bem estruturado e um impecável trabalho de fotografia, muito claro na cena em que Travolta está se injetando heroína.Os temas que Tarantino aborda no filme são considerados polêmicos e fazem parte da “cultura pop”. Em “Pulp Fiction” ele mostra diversos tipos de violência, uso de drogas, máfia, entre outros, tudo isso muito bem sincronizado a uma trilha muito bem elaborada, que já começa no inicio do filme na cena da lanchonete, e também durante os créditos iniciais, somos surpreendidos com “Misirlou”, de Dirk Dale & His Del-Tones, que não consigo ouvir sem remeter minha memória a este filme.O roteiro brinca com a atenção do expectador, e provoca uma certa ansiedade a cada mudança de cena, nas idas e vindas do filme, através de “flashbacks”.O filme torna presente a mudança de personagens em cena, mas também mostra os diálogos muito bem trabalhados pelo roteirista, dando um clima bem diferenciado e único a cada cena, mostrando também a ousadia do diretor nas citações da Bíblia durante a execução de um traidor. Além disso, o filme é recheado de cenas com um diálogo considerado inovador para o cinema dos anos 90, deixando essa obra cada vez mais persistente, principalmente com o passar dos anos.E “Pulp Fiction” é mais uma demonstração do trabalho nos diálogos do diretor, que abusa da “cultura pop” e trás assuntos de todas as espécies, bem pontuado na conversa entre Vincent e Jules sobre costumes europeus. O modo de Tarantino trabalhar o roteiro é considerado algo muito moderno pelos críticos.O diretor deixa alguns mistérios em aberto, para que o expectador use sua imaginação e faça sua própria versão da história. Em “Pulp Fiction” percebemos esse suspense, desde a curiosidade de saber o que há dentro da pasta, até o fato de Marcellus (o ator Samuel L; Jackson) possuir um curativo na nuca, deixando claro, a maneira como o diretor gosta de fazer fluir a imaginação do expectador durante a trama.Vale ressaltar também que o tipo de montagem escolhido pelo diretor exerce uma espécie de locução em off, que acaba fazendo com que as histórias vão se interligando, como se houvesse uma locução especifica explicando a passagem de cena, e a interação entre elas.

FONTE

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