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sábado, 18 de agosto de 2007

LADRÕES DE BICICLETA

Título Original: Ladri di Biciclette/Gênero: Drama/Duração: 90 minutos/Ano (Itália): 1948/Direção: Vittorio De Sica/Roteiro: Cesare Zavattini, baseado em estória de Oreste Biancoli, Suso Cecchi d'Amico, Vittorio De Sica, Adolfo Franci, Gerardo Guerrieri e Cesare Zavattini e em romance de Luigi Bartolini/Produção: Giuseppe Amato e Vittorio De Sica/Música: Alessandro Cicognini/Fotografia: Carlo Montuori/Edição: Eraldo da Roma


“(...)Poucos filmes neo-realistas representam o sofrimento pós-guerra mais claramente que Ladrões de Bicicleta, dirigido por Vittorio De Sica, em 1948, e conta a história de Ricci, um trabalhador que tem sua bicicleta roubada e que precisa dela para poder trabalhar. Ele procura ajuda à polícia, à igreja e ao sindicato, e mesmo assim, não consegue reaver seu objeto de trabalho. Acompanhado por Bruno, seu filho, ele vaga pela cidade em uma busca inútil. A crítica social de Ladrões de Bicicleta contrapõe a desintegração da confiança entre Ricci e Bruno. O clímax do filme acontece quando, desesperado, Ricci tenta roubar uma bicicleta ele mesmo. Bruno assiste em choque. Sua busca desmantelou suas ilusões em relação ao pai. Ricci é poupado da prisão, e Bruno, agora aceitando com grande pesar as fraquezas de seu pai, reconhece seu amor ao deslizar suas mãos nas de Ricci.(...)A maioria dos historiadores de cinema defende a influência do Neo-realismo não apenas por suas atitudes políticas e sua visão de mundo, mas também por sua inovação narrativa e o prestígio internacional alcançado por seus cineastas trouxe uma atenção sem precedentes.(...)Em resumo, o neo-realismo não depende menos de truques do que qualquer outro estilo cinematográfico, sem contar que costuma incluir uma trilha sonora comovente que enfatiza o desenvolvimento emocional de uma cena. O que os diferencia, atesta Bordwell, é como contam uma história de maneira nova. Em Ladrões de Bicicleta, Ricci e Bruno por acaso avistam o ladrão próximo à casa do médico que haviam visitado. Tais desenvolvimentos de trama, ao rejeitar uma cadeia de eventos cuidadosamente motivada do cinema clássico, podem parecer mais objetivamente realistas, refletindo os possíveis encontros da vida cotidiana.”

Por Marden Machado em FONTE)

A PEDRA DO REINO


“Entrevista: Braulio Tavares, roteirista
Sábado, 23 de junho de 2007, 07h41
Roberto de Sousa Causo
(...)
Seu nome tem sido associado ao trabalho de Ariano Suassuna há algum tempo, da orelha da nova edição de A Pedra do Reino, ao roteiro da adaptação desse romance para a televisão. O que o atrai na obra dele?Por ordem cronológica, o que primeiro me atraiu foi a "paraibanidade", o fato de ser um escritor cujas peças de teatro li desde a infância a conselho de meu pai. Quando li o Romance da Pedra do Reino pela primeira vez percebi que a Paraíba que eu julgava pobre, feia, poeirenta, inculta, era um lugar mágico, mitológico, o lugar mais importante do mundo. Neste aspecto, a obra de Ariano teve em mim o impacto que a de Guimarães Rosa tem para um mineiro ou a de Tolkien para um britânico.
E há as qualidades literárias: a imaginação transbordante, o diálogo ora profético ora cômico, a dissecação da História do Brasil vista pelo avesso, pelo lado dos despossuídos, a recuperação da poesia popular etc.(...)”
“ Três perguntas para- Braulio Tavares
Marcos Michelin/EM - 21/7/04O que mais o fascina em A pedra do reino?Há um lado pessoal, biográfico: foi o primeiro livro que li que elevou a Paraíba, sua geografia, seus topônimos, sua História, a um nível mítico. Me fez (aos 21 anos, quando li pela primeira vez) ver que aquilo era um lugar como a Grécia Antiga, como a Macondo de Gabriel García Márquez ou como o Marte de Ray Bradbury. Depois há o romance em si, um labirinto de coisas interessantes (que eu concedo que não são interessantes para todo mundo, mas afinal isso se aplica a qualquer romance), uma estrutura complexa revelando aos poucos um universo ao mesmo tempo intensamente familiar e estranhamente fantástico. Personagens excêntricos; diálogos labirínticos, com um coloquialismo saboroso; situações vívidas; imageria rica e cheia de alusões simbólicas; prosa alternadamente cordelesca e mística, poética e profética. E muito mais.”
“ ‘A Pedra do Reino’ fracassa no Ibope, e daí?
Depois de décadas viciando seu público em histórias bobas baseadas em um maniqueísmo primário, alavancadas por carinhas bonitas e sustentada pela autopromoção do seu império de Comunicação, a Rede Globo lança um programa de alta qualidade dramatúrgica, com direção e elenco impecáveis. Observando isso me ocorreu a seguinte questão. Será que exibindo uma atração com tanta qualidade como esta, que mostra um Brasil bem distante do paraíso tropical, dispensando galãs sem camisa e seu habitual elenco estrelar, achava a Rede Globo que o eu público poderia tolerar tamanha ousadia em horário nobre sem a devida punição?(...)
Não paira a menor dúvida sobre a qualidade do casting da microsérie, mas isso não faz a menor diferença para a grande maioria do publico global, ele não quer qualidade, o público da Globo quer ver gente famosa, ou se tornando famosa na tela. Como o tempo da atração é curto, pelo menos comparado a outras atrações emfamadoras, como o Big Brother que ocupa a mídia massivamente por várias semanas, e das novelas, que além de meses no ar, ainda são puxados por elencos de celebridades, esta máquina que dá notoriedade a Ban-Bans e Alemães do nada, e torna ator famoso a qualquer Pasquim da vida, não deverá ter tempo de celebrizar o batalhão de nordestinos desconhecidos que desembarcam na telinha. Irandir Santos o protagonista e os demais atores da microsérie não terão tempo de ficar famosos, e a atração deve manter a baixa audiência até o final, porque o público da globo, repetindo, não está mais acostumado com qualidade, seu perfil mudou.(...)Enfim, a Globo, que não é boba, acertou de novo, e como se fosse um pecador em martírio, sacrifica sua pele com sulcos de baixa audiência, purgando o pecado de oferecer o que o publico deseja, e desta oferta colher os seus melhores frutos. Parabéns à Globo pela microsérie a “A Pedra do Reino”, só lamento estar parabenizando por uma exceção.”
Julio Rodrigues · Cuiabá (MT) · 19/6/2007 14:44

FONTE: FONTE1: FONTE:2

A FANTÁSTICA FABRICA DE CHOCOLATE

Título Original: Charlie and the Chocolate Factory/Gênero: Aventura/Duração: 106 minutos/Ano (EUA): 2005/Direção: Tim Burton/Roteiro: John August, baseado em livro de Roald Dahl/Produção: Brad Grey e Richard D. Zanuck/Música: Gardner DeAguiar, Jesse Shaternick, Manuel Ignacio, Danny Elfman e RaVani Flood/Fotografia: Philippe Rousselot/Direção de Arte: François Audouy, Sean Haworth, James Lewis, Andy Nicholson, Kevin Phipps, Stuart Rose e Leslie Tomkins/Edição: Chris Lebenzon


"(..)O que já era fantástico no livro de Roald Dahl e no filme de Stuart, ficou ainda mais incrível nas mãos de Burton.

(...)

Flashbacks – A origem dos Oompa-Lompas e os motivos que levaram Wonka a fechar a fábrica, que eram apenas citados, agora podem ser conferidos. O novo filme conta ainda com flashbacks detalhando a infância de Willy Wonka, mostrando inclusive seu relacionamento com o pai (Christopher Lee), o que não havia no primeiro filme;
(...) “”Tim Burton reencontra magia em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" Divulgação Johnny Depp é Willy Wonka em A Fantástica Fábrica de Chocolate (...) O filme se baseia no livro fantástico de Roald Dahl, lançado em 1964, que inspirou o filme de 1971 também intitulado "A Fantástica Fábrica de Chocolate".
(...) Através de flashbacks que não se encontram no livro de Dahl, ficamos sabendo que a vida de Willy Wonka é uma reação total aos ditames impostos por seu pai (Christopher Lee), dentista que odiava doces e era rígido demais com seus filhos. Willy Wonka e Charlie têm algo em comum: ambos gravitam naturalmente em direção às coisas da vida que são alegres, otimistas e boas. Ambos afastam o lado sombrio da vida com facilidade e pouco caso. Charlie, por exemplo, não vê pobreza na sua casa, apenas o amor de sua família unida.
(...) ”

(Por Lucas Salgado em FONTE e Kirk Honeycutt em FONTE )