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domingo, 19 de agosto de 2007

SR. E SRA. SMITH

Título Original: Mr. & Mrs. Smith /Gênero: Comédia /Duração: 120 minutos/Ano (E.U.A.): 2005/Direção: Doug Liman /Roteiro: Simon Kinberg /Produção: Lucas Foster /Música: John Powell /Fotografia: Bojan Bazelli /Departamento de Arte: Keith Neely /Edição: Michael Tronick


Cinco passos para melhorar o relacionamento, segundo "Sr. e Sra. Smith":

1- Descubra os piores segredos do seu parceiro
2- Conte os seus piores segredos para ele
3- Tente matá-lo.
4- Destrua a casa em que vocês moram, inclusive a mobília. Se possível, exploda.
5- Comece tudo de novo.

Quer saber se dá certo? Bem, não é que seja lá uma Brastemp, mas o encontro de Brad Pitt e Angelina Jolie nas telonas (e segundo os tablóides, fora delas) não é nenhum "Contato de Risco". A proposta de juntar dois clichês bem batidos - comédia romântica, em que os dois protagonistas se odeiam porque estão apaixonados, e thriller de ação com apetrechos a la James Bond - até que diverte sem precisar de piadas apelativas.

O roteiro conta a história do casal-título, que vive uma vidinha suburbana comum. Até que eles descobrem que escondiam um do outro que, na verdade, são assassinos profissionais. E pior: foram contratados para a mesma missão e são, portanto, rivais a serem eliminados. Pitt é John e Jolie é Jane Smith em um filme elegante e com timing cômico invejável.

É impossível negar que o filme só deslancha devido à química faiscante entre seus protagonistas. Os dois se entrosam tão bem que fica difícil não se envolver e se divertir com seus joguinhos de puxa-e-empurra (ou seduz-e-tenta-matar). É claro que o roteiro de Simon Kinberg e a direção de Doug Liman (A identidade Bourne) também ajudam, enfocando mais a discussão do relacionamento desencadeada pela descoberta do que a trama de ação mais que batida.

À medida que John e Jane conhecem mais a verdade sobre o outro, as cenas vão ficando mais engraçadas. Desde o início, quando John chega em casa com medo de que Jane tente envenená-lo, passando por um dos tangos mais originais e sensuais já dançado no cinema, até o hilário diálogo, digno de Billy Wilder, em que eles contam um ao outro quantas vítimas já assassinaram. O talento cômico meio caipira de Pitt encontra um contraponto perfeito na sensualidade com atitude de Jolie e os dois carregam o filme nas costas, com um elenco de coadjuvantes em que apenas Vince Vaughn (Com a bola toda) faz diferença.

A trilha sonora também merece destaque, marcando com exatidão cada momento da trama. É ela que ressalta a monotonia do casamento suburbano, logo em seguida denunciando a suspeita e a guerra entre os dois e terminando com sua explosão sexual. Assim como em "A identidade Bourne", Doug Liman mostra com sua direção que, se não é um inovador no gênero, também não decepciona. As cenas de lutas e explosão não têm nada de novo, mas não são constrangedoras.

Apesar de alguns buracos no roteiro (o final repentino, por exemplo), "Sr. e Sra. Smith" se propõe como diversão descompromissada e cumpre o trato. Agora se você quiser saber se o longa funciona mesmo, pergunte a Jennifer Aniston.

FONTE

COLATERAL

Título Original: Collateral /Gênero: Drama/Duração: 120 minutos/Ano (E.U.A.): 2004/Direção: Michael Mann /Roteiro: Stuart Beattie /Produção: Julie Richardson /Música: James Newton Howard /Fotografia: Dion Beebe e Paul Cameron /Departamento de Arte: Daniel T. Dorrance /Edição: Jim Miller e Paul Rubell


Um filme policial charmoso, de bela fotografia e muito bem interpretado por sua dupla de protagonistas.

Particularmente falando, adoro quando um filme como Colateral estréia, chega sem fazer muito barulho, com baixa exposição, mas com aquele ar de que promete muito. Assim foi com Magnólia, um sucesso de crítica estrondoso e um dos melhores filmes, hoje considerado cult, dos anos 90. E Colateral parecia seguir essa mesma linha. Infelizmente, o filme não tem arrebatado a crítica da forma como era esperado, mas, apesar de seus defeitos, consegue ser um filme muito bonito com algumas boas revelações.
Sem estender demais essa pequena introdução, vamos falar diretamente e abertamente dos melhores e principais pontos do filme. E o primeiro desses pontos pode ser percebido, ou constatado, com meros 15 minutos de projeção... A fotografia é magistralmente bem conduzida, perfeita. As tomadas de Los Angeles são incríveis. Apesar do filme se passar totalmente em uma noite (a mote do filme é "It Started like any other night...") e possuir várias tomadas em pleno breu, quando lembro do filme me vem à cabeça as bem trabalhadas luzes da cidade de Los Angeles. Dion Beebe e Paul Cameron, responsáveis pela edição fotográfica, fizeram um trabalho competente e perfeito ao lado do diretor Michael Mann.
Outro ponto a ser tocado, tão magistral quanto a fotografia, vem a ser a direção de Colateral. A película é um filme coeso que tem todos seus quesitos técnicos minuciosamente interligados entre si, um aperfeiçoando cada vez mais o outro. Explico. Colateral tem um ritmo bem lento, apesar das cenas de ação em seu final sejam de prender a atenção do público. Mas esse ritmo lento é recompensado pelo brilhante trabalho de Stuart Beattie, que escreveu seqüências de diálogos incríveis. Poderia citar umas quatro ou cinco frases marcantes do filme...
Michael Mann, que já havia trabalhado em outro filme com ritmo lento e diálogos incríveis, um dos meus favoritos, devo dizer (O Informante, de 1999 com Russell Crowe e Al Paccino), parece ter aperfeiçoado ainda mais sua técnica. Uma pena que o diretor não publique obras como essas com maior freqüência. Mann consegue manter os atores em linha e conduzir as cenas de ação e tensão psicológica com perfeição ímpar.
No filme, Tom Cruise (de O Último Samurai) interpreta Vicent, um matador de aluguel de alta classe que é contratado para fazer alguns serviços durante uma única noite na cidade de Los Angeles. Seu envolvimento com o taxista Max (Jamie Foxx, que já havia trabalhado com o diretor em Ali) é iminente a partir do momento em que Vicent entra em seu táxi.
As atuações estão impecáveis. Cruise, com Colateral, confirma a ótima fase em que está. Se ainda estivesse casado com Nicole Kidman, poderia até dizer que seriam o casal mais produtivo da atualidade. Mas levando em consideração os filmes que ambos faziam enquanto ainda eram casados, foi melhor (para o cinema) que o destino os separassem mesmo. Na película de Mann, Cruise esbanja expressão corporal e, principalmente, sua inconfundível presença em cena, sempre marcante com raras exceções.
Mas a boa surpresa do filme vem por parte do coadjuvante Jamie Foxx, que fica quase tanto tempo em cena como o próprio Cruise. Apesar de Vincent ser o personagem que mais chama a atenção no filme, é em Max, o taxista, que ele é centrado. E o ator felizmente corresponde à todas as expectativas. Faz um trabalho sólido e coeso ao lado de Cruise, proporcionando momentos que até geram certos tipos de risos no público.
Outro grande ponto forte de Colateral vem a ser a trilha sonora, que ajuda a manter brilhantemente as tomadas editadas por Mann. E por falar em edição, apesar da película não possuir nada demais aqui, sem novidades, ela é extremamente bem conduzida e montada por Jim Miller e Paul Rubell, editores chefes da produção. E tudo isso somado à direção belíssima, às atuações sólidas, à fotografia perfeita, diálogos inteligentes e uma trilha sonora pra lá de adequada, dão ao filme um clima noir arrebatador que com certeza irá agradar aos amantes dos filmes do gênero.
Mas então Colateral é uma obra-prima? Não. Apesar de tudo, o filme possui algumas passagens em que podemos constatar uma queda de ritmo que chega a incomodar, principalmente ao público mais casual. O final, também, a partir da metade do filme para frente, começa a ficar bastante transparente, previsível e evidente, sem surpresas ou inovações nessa área. E é justamente por isso que o filme acaba por cair em alguns clichês menores, mas que não chegam a incomodar tanto assim.
Mas a dica está ai... Se você adora filmes como O Informante não perca a chance de ir correndo assistir Colateral, a segunda melhor obra do diretor Michael Mann.

ALUNO NÃO ESPECIFICOU FONTE.

sábado, 18 de agosto de 2007

HERÓI

Título Original: Ying xiong /Gênero: Drama/Duração: 107 minutos/Ano (China): 2002/Direção: Yimou Zhang /Roteiro: Feng Li, Bin Wang e Yimou Zhang /Produção: William Kong /Música: Tan Dun /Fotografia: Christopher Doyle /Departamento de Arte: Tingxiao Huo e Bin Zhao /Edição: Angie Lam, Vincent Lee e Ru Zhai

Os diferentes flashbacks do filme são diferenciados pela cor predominante da cena e pelas roupas usadas pelos personagens. As tonalidades de cor e seus respectivos significados usados são: vermelho (paixão), azul (amor), verde (juventude), branco (verdade) e preto (morte).

Todo o filme se passa em flashbacks sobre o que o rei e Sem Nome contam.

O filme é, assim como O Clã das Adagas Voadoras, um deleite para os sentidos. As cenas fluem com uma naturalidade incrível e as cores utilizadas contam uma história aparte dentro do próprio filme. Diferentemente de "O Clã…", onde existe uma predominância do verde, em "Herói", a cada flashback uma cor é escolhida como base, para aumentar ainda mais o simbolismo e a mensagem passada pela cena. As cores escolhidas foram vermelho (paixão), azul (amor), verde (juventude), branco (verdade) e preto (morte).

FONTE
e também FONTE1