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domingo, 19 de agosto de 2007

HULK

Título Original: Hulk/Gênero: Aventura/Duração: 135 minutos/Ano (EUA): 2003/ Direção: Ang Lee/Roteiro: James Schamus, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby/Produção: Avi Arad, Larry J. Franco, Gale Anne Hurd e James Schamus /Música: Danny Elfman/Fotografia: Frederick Elmes/Direção de Arte: John Dexter/Figurino: Marit Allen/Edição: Tim Squyres/Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic / K.N.B. EFX Group Inc.

Aline Woinarovicz - Flashback
Colocado por cinetvpr

A IDENTIDADE BOURNE

Título Original: The Bourne Identity/Gênero: Ação/Duração: 118 minutos/Ano (EUA): 2002/Direção: Doug Liman/Roteiro: Tony Gilroy e W. Blake Herron, baseado em livro de Robert Ludlum/Produção: Patrick Crowley, Richard N. Gladstein e Doug Liman/Música: John Powell/Fotografia: Oliver Wood/Direção de Arte: Laurent Piron e Bettina von den Steinen/Figurino: Pierre-Yves Gayraud/Edição: Saar Klein



Um homem encontrado boiando no mar Mediterrâneo carrega em seu corpo duas balas e o número de uma conta na Suíça. São as únicas pistas que ele tem sobre sua identidade. Jason Bourne, como é revelado (a ele e aos espectadores, mais tarde), começa então uma busca frenética para reconstruir sua vida. A Identidade Bourne, filme de espionagem baseado na obra do escritor Robert Ludlum, poderia ser mais um filme de intrigas+pancadaria. Mas não é. Matt Damon encarna com a competência e o charme de sempre o papel do homem que, sem saber quem é, não tem escrúpulos, freios e só é guiado por uma diretriz: descobrir seu passado, nem que para isso tenha que passar por cima até mesmo de quem era antes seu aliado.
A trilha sonora mistura elementos da música eletrônica com pop, para combinar com o cenário europeu que, de Paris a Zurique, traça um perfil da infiltração norte-americana pelo mundo. Há, em todo o filme, apenas uma cena que mostra uma paisagem americana. Justamente, a do Quartel-General da CIA. Tanto melhor. Até porque espanta a obviedade dos filmes de espionagem norte-americanos.


FONTE

CÃES DE ALUGUEL

Título Original: Reservoir Dogs /Gênero: Policial/Duração: 99 minutos/Ano (E.U.A.): 1992/Direção: Quentin Tarantino /Roteiro: Quentin Tarantino /Produção: Lawrence Bender /Fotografia: Andrzej Sekula /Departamento de ArteJonathan Bobbitt /Edição: Sally Menke





O filme conta a história de um grupo de assaltantes que, logo após um trabalho mal sucedido, reencontram-se em um galpão abandonado. Lá eles entram em conflito em função de um clima mútuo de desconfiança, já que surge a idéia que existe um traidor entre eles. Aos poucos conhecemos melhor o que se passou, enquanto a tensão no galpão vai ficando insuportável, à medida que a identidade do traidor não é revelada. Violento, engraçado, original, ousado, arrebatador, surpreendente, obra-prima. Isso é Cães de Aluguel. O filme de estréia do diretor que, com apenas dois filmes, iria sacudir os alicerces de toda uma indústria bilionária; é uma obra de arte em todos os sentidos. Cães de Aluguel é um exercício sublime da linguagem cinematográfica, um filme inovador que conseguiu arrancar risadas do público em meio a um banho de sangue exagerado e surreal. Originalidade é o nome do meio do gênio que é Quentin Tarantino. E os diálogos disparados pelos personagens em Cães de Aluguel são sensacionais. Seja quando um dos personagens explica porque não distribui gorjetas ou quando um dos homens do grupo reclama do nome que recebeu para o trabalho (Mr. Pink), as falas criadas por Tarantino, mesmo que pouco tenham a ver com a trama principal, são de uma originalidade extrema e realmente ajudam a compreender melhor cada personagem – além de, é claro, serem um prazer de se assistir. O começo de “Cães de Aluguel” mostra os bandidos (cães) conversando sobre tudo que eu nunca tinha visto algum bandido conversar em um filme. Falavam sobre a música da Madonna, “Like a Virgin”. Mas espera um pouco! Os caras são bandidos, deveriam falar sobre como vão cometer algum crime. Mas não, falavam sobre a Madonna! Na hora virei fã do roteiro. Falar que os filmes do Tarantino se diferenciam pelos diálogos é lugar comum, mas também não posso deixar de destacá-los.

( Silvio Pilau em FONTE e também FONTE1 )