Título Original: Reservoir Dogs /Gênero: Policial/Duração: 99 minutos/Ano (E.U.A.): 1992/Direção: Quentin Tarantino /Roteiro: Quentin Tarantino /Produção: Lawrence Bender /Fotografia: Andrzej Sekula /Departamento de ArteJonathan Bobbitt /Edição: Sally Menke
O filme conta a história de um grupo de assaltantes que, logo após um trabalho mal sucedido, reencontram-se em um galpão abandonado. Lá eles entram em conflito em função de um clima mútuo de desconfiança, já que surge a idéia que existe um traidor entre eles. Aos poucos conhecemos melhor o que se passou, enquanto a tensão no galpão vai ficando insuportável, à medida que a identidade do traidor não é revelada. Violento, engraçado, original, ousado, arrebatador, surpreendente, obra-prima. Isso é Cães de Aluguel. O filme de estréia do diretor que, com apenas dois filmes, iria sacudir os alicerces de toda uma indústria bilionária; é uma obra de arte em todos os sentidos. Cães de Aluguel é um exercício sublime da linguagem cinematográfica, um filme inovador que conseguiu arrancar risadas do público em meio a um banho de sangue exagerado e surreal. Originalidade é o nome do meio do gênio que é Quentin Tarantino. E os diálogos disparados pelos personagens em Cães de Aluguel são sensacionais. Seja quando um dos personagens explica porque não distribui gorjetas ou quando um dos homens do grupo reclama do nome que recebeu para o trabalho (Mr. Pink), as falas criadas por Tarantino, mesmo que pouco tenham a ver com a trama principal, são de uma originalidade extrema e realmente ajudam a compreender melhor cada personagem – além de, é claro, serem um prazer de se assistir. O começo de “Cães de Aluguel” mostra os bandidos (cães) conversando sobre tudo que eu nunca tinha visto algum bandido conversar em um filme. Falavam sobre a música da Madonna, “Like a Virgin”. Mas espera um pouco! Os caras são bandidos, deveriam falar sobre como vão cometer algum crime. Mas não, falavam sobre a Madonna! Na hora virei fã do roteiro. Falar que os filmes do Tarantino se diferenciam pelos diálogos é lugar comum, mas também não posso deixar de destacá-los.
( Silvio Pilau em FONTE e também FONTE1 )
( Silvio Pilau em FONTE e também FONTE1 )
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