Título Original: Mary Poppins/ Gênero: Musical/ Duração: 139 minutos/ Ano (EUA): 1964/ Direção: Robert Stevenson/ Roteiro: Bill Wash e Don DaGradi, baseado em livro de P.L. Travers/ Produção: Walt Disney/ Música: Richard M. Sherman e Robert B. Sherman/ Fotografia: Edward Colman/ Figurino: Tony Walton/ Edição: Cotton Warburton.
"Mary Poppins" é um musical no melhor estilo Disney. Canções alegres, personagens cativantes, lições sobre o amor e a amizade. Tudo isso com o talento de Julie Andrews e Dick Van Dyke. Um grande filme que marcou gerações e ainda permanece vivo na memória dos fãs.(...) (...)Bem clássico, pouco inovador na linguagem, mas cheio de efeitos fantásticos, é filme para a família, sem o menor risco.(...) As canções do filme são, na verdade, nada mais que lições de vida e moral para os pequenos. Assim como “just a spoon full of sugar helps the medicine goes down”, é mais fácil aprender com música. Afinal, quem não se lembra de “feed the birds, two pences a bag” ou “supercalifragilisticoespealidous” e mesmo “Chim Chim Chirree”. Ora “Mary Poppins” nos ensina a ser solidários com os mais pobres, cantando sobre a senhora que ajuda os pássaros, ora como a responsabilidade pode ser cumprida com prazer e não como um fardo e etc.(...) Clássicas, com sonoridade limpa e harmônica, condizente ao restante do filme, as canções são todas orquestradas, conferindo a grandiosidade dos musicais dessa época. O coro cantando o refrão de “Lets Go Fly a Kite” dá um final apoteótico ao filme.(...) Outros recursos muito utilizados nas canções é a citação. As músicas do Sr. Banks são mais citadas que cantadas, dando aquela cara de severidade (afinal não fica bem para um pai de família sair cantarolando por aí) assim como a contraposição de um personagem que tenta falar ao outro enquanto o ouvinte está imerso na canção e não ouve o que o primeiro tenta lhe explicar, como uma certa noção de que aquilo é falso e irreal. Não deixa de ser uma suspensão explicitada da história para que aconteça o número musical.(...) "The Perfect Nanny", cantada pelas crianças Jane e Michael não teria com ser mais graciosa, com a melodia em volume mais baixo para valorizar as vozes dos pequenos Banks embaladas docemente.Contrasta com os tambores, caixas e notas secas que dá a sensação de disciplina na canção sobre esse tema que “dita” o pai. O coral em “ooo” dá enorme dramaticidade à imagem da pobre mulher vendendo alpiste nas escadas da catedral e a harmonia repetitiva e sem graça dos diretores do banco colabora para não simpatizarmos com os mesmos.
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