Título Original: Lavoura Arcaica/Gênero: Drama/Duração: 163 minutos/Ano (Brasil): 2001/Direção: Luiz Fernando Carvalho/Roteiro: Luiz Fernando Carvalho/Produção: Luiz Fernando Carvalho/Música: Marco Antônio Guimarães/Fotografia: Walter Carvalho/Direção de Arte: Yurika Yamasaki/Figurino: Beth Filipecki
Thiago Benites - Diálogo
Colocado por cinetvpr
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Diálogos e contradiálogos brilhantes. Planos e contraplanos simples, mas eficazes, respeitando a força do texto e dando força a ele. A tensão que se acentua nos diálogos também explode na edição e nos cortes das cenas. Assim é o diálogo acima, de Lavoura arcaica. Mas o aparente tom monocórdio da alternância desses planos parece estratégico, pois acentua a explosão que está por vir, quando o personagem de Selton Melo despeja palavras duras sobre o amor familiar e o pai, interpretado por Raul Cortez, incontido, grita para o filho se calar, estendendo a mão nervosa quando, subitamente, aparece a mão dolente da mãe, ouvindo tudo em silêncio, atônita, triste, descobridora de segredos.
Nas palavras de Daniela Sandler:
“Lavoura Arcaica impressiona para além do formalismo e fornece momentos memoráveis, em especial o diálogo entre André (Selton Mello) e o pai (Raul Cortez). Raul Cortez consegue manter, ao mesmo tempo, a teatralidade das falas e o naturalismo do meio (cinema): declama o texto respeitando sua complexidade e o artifício da cena, mas as palavras soam inatas, inevitáveis, como se outra coisa não pudesse sair de seus lábios. É teatral, não forçado. A isso, junta expressividade física que, mesmo com o personagem sentado e quase imóvel, comunica imensa variação e intensidade emocionais (excelente exemplo de virtuosismo contido, talento e concisão). Sua interpretação vale o filme.”
(Daniela Sandler, em FONTE)
Enfim, esse parece ser um dos muitos exemplos de como a edição contribui ou, mais do que simplesmente contribui, tem papel também principal na construção dramática da cena.
Nas palavras de Daniela Sandler:
“Lavoura Arcaica impressiona para além do formalismo e fornece momentos memoráveis, em especial o diálogo entre André (Selton Mello) e o pai (Raul Cortez). Raul Cortez consegue manter, ao mesmo tempo, a teatralidade das falas e o naturalismo do meio (cinema): declama o texto respeitando sua complexidade e o artifício da cena, mas as palavras soam inatas, inevitáveis, como se outra coisa não pudesse sair de seus lábios. É teatral, não forçado. A isso, junta expressividade física que, mesmo com o personagem sentado e quase imóvel, comunica imensa variação e intensidade emocionais (excelente exemplo de virtuosismo contido, talento e concisão). Sua interpretação vale o filme.”
(Daniela Sandler, em FONTE)
Enfim, esse parece ser um dos muitos exemplos de como a edição contribui ou, mais do que simplesmente contribui, tem papel também principal na construção dramática da cena.
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