Título Original: Signs/Gênero: Suspense/Duração: 107 minutos/Ano (EUA): 2002/ Direção: M. Night Shyamalan/Roteiro: M. Night Shyamalan/Produção: Frank Marshall, M. Night Shyamalan e Sam Mercer/Música: James Newton Howard/Fotografia: Tak Fujimoto/Direção de Arte: Keith P. Cunningham/Figurino: Ann Roth/Edição: Barbara Tulliver/Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
M. Night Shyamalan (escritor, diretor e produtor):
Em cada filme que faço, nos meus últimos três filmes, tem um momento que digo, "não teremos trilha sonora". Mas meu processo é sempre assim. "Não teremos nenhuma música nesse filme. James [compositor], não se preocupe." E depois o James entende a história que estamos contando tão bem que pergunto à ele: "O que você faria aqui?".
James Newton Howard (compositor):
Seguimos uma idéia em "Sinais". A música principal que aparece no começo do filme foi escrita antes das filmagens começarem e foi baseada num tema de três notas. E esse tema foi reprisado por todo o filme de modos muito diferentes: benevolentes, hostis, ameaçadores, misteriosos. Ela não tinha sido escrita necessariamente para ser a música principal. Quando a escutamos pela 1ª vez, pensamos se realmente teríamos um lugar para ela no filme, apesar de que nós dois achamos que ela fosse relacionada. Mas aconteceu como uma sorte genial, porque ela começa* o filme de um modo tão explosivo, e o nível de intensidade é muito inesperado. Ela prepara o contexto de expectativas, então sabemos que o que escutamos nessa música acontecerá em algum ponto no filme, só não sabemos onde ou como, mas ela informa as pessoas sobre o que eles verão.
Shyamalan:
Eu disse para o James: "Tudo virá dessa música", e ele não escreveu mais nada por muito tempo, na verdade ele fez outro filme. E eu fiz o filme, editei ele, e quando eu desisti da mania de "sem música", perguntei ao James o que ele faria. Então ele começou a tirar coisas daqueles dois minutos e meio, e a elaborá-los.
James:
A última sequência* com certeza foi a música mais difícil que eu já escrevi, foi um grande desafio. Começou com um momento de dúvida e choque e terror... e passa por momentos de reconhecimento, preparando para depois das memórias. Quando ele [Mel Gibson] vê o bastão na parede, ainda é o tema de três notas. E rapidamente passa para outra fase, e termina num momento muito terno. Tudo tinha a ver com a estrutura, que é o segredo com qualquer escrita, quer seja música ou palavras. Eu estava tentando voltar ao meu tema de três notas o máximo possível. É aí que a música realmente se estende e as três notas são unificadas em uma só força. Foi o processo mais difícil, meticuloso, pelo qual eu já passei.
Os comentários/críticas foram transcritos do making of do filme “Sinais” (Signs, 2002), de M. Night Shyamalan
Em cada filme que faço, nos meus últimos três filmes, tem um momento que digo, "não teremos trilha sonora". Mas meu processo é sempre assim. "Não teremos nenhuma música nesse filme. James [compositor], não se preocupe." E depois o James entende a história que estamos contando tão bem que pergunto à ele: "O que você faria aqui?".
James Newton Howard (compositor):
Seguimos uma idéia em "Sinais". A música principal que aparece no começo do filme foi escrita antes das filmagens começarem e foi baseada num tema de três notas. E esse tema foi reprisado por todo o filme de modos muito diferentes: benevolentes, hostis, ameaçadores, misteriosos. Ela não tinha sido escrita necessariamente para ser a música principal. Quando a escutamos pela 1ª vez, pensamos se realmente teríamos um lugar para ela no filme, apesar de que nós dois achamos que ela fosse relacionada. Mas aconteceu como uma sorte genial, porque ela começa* o filme de um modo tão explosivo, e o nível de intensidade é muito inesperado. Ela prepara o contexto de expectativas, então sabemos que o que escutamos nessa música acontecerá em algum ponto no filme, só não sabemos onde ou como, mas ela informa as pessoas sobre o que eles verão.
Shyamalan:
Eu disse para o James: "Tudo virá dessa música", e ele não escreveu mais nada por muito tempo, na verdade ele fez outro filme. E eu fiz o filme, editei ele, e quando eu desisti da mania de "sem música", perguntei ao James o que ele faria. Então ele começou a tirar coisas daqueles dois minutos e meio, e a elaborá-los.
James:
A última sequência* com certeza foi a música mais difícil que eu já escrevi, foi um grande desafio. Começou com um momento de dúvida e choque e terror... e passa por momentos de reconhecimento, preparando para depois das memórias. Quando ele [Mel Gibson] vê o bastão na parede, ainda é o tema de três notas. E rapidamente passa para outra fase, e termina num momento muito terno. Tudo tinha a ver com a estrutura, que é o segredo com qualquer escrita, quer seja música ou palavras. Eu estava tentando voltar ao meu tema de três notas o máximo possível. É aí que a música realmente se estende e as três notas são unificadas em uma só força. Foi o processo mais difícil, meticuloso, pelo qual eu já passei.
Os comentários/críticas foram transcritos do making of do filme “Sinais” (Signs, 2002), de M. Night Shyamalan
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