Título Original: 2001: A Space Odissey/Gênero: Ficção Científica/Duração: 149 minutos/Ano(EUA): 1968/Direção: Stanley Kubrick/Roteiro: Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke/Produção: Stanley Kubrick/Direção de Fotografia: Geoffrey Unsworth e John Alcott/Direção de Arte: John Hoesli/Figurino: Hardy Amies/Edição: Ray Lovejoy/Efeitos Especiais: MGM
Este enfoque recai sobre a trilha sonora. No primeiro momento, surge a tela preta, simultaneamente com a música de Ligeti. A tela, quase nada diz ao espectador. Ele deixa de ver, para ouvir. O que o atrai, é essa música sem ritmo, sem melodia, estranha, infinita, indefinida, que começa quase em surdina e vai crescendo em dinâmica, para estacionar, numa certa altura, e decrescer. Num segundo momento, a música volta persistente, porém com alguns novos sons. Cresce. Os sons flutuam. Somem. No terceiro momento, ainda com outros sons, a música percorre o mesmo caminho.
Desaparece.
Por que a música aparece três vezes? Possivelmente, a intenção de Kubrick era antecipar o aparecimento do monólito. A música também antecipa o mergulho que a câmera dará em direção ao infinito. Silêncio. Na tela, o símbolo estilizado da MGM. Agora, a tela sem som e sem imagem, prende a atenção do espectador. Soam os primeiros acordes de Assim falou Zarathustra de Richard Strauss. Em seguida, aparecem às primeiras imagens: uma parte da curvatura, que presume-se seja a da Terra e, no alto um astro luminoso, despontando. Os tímpanos anunciam, provavelmente, o nascimento de um novo astro (ou uma nova era?).
Acordes finais coroam o nome do produtor: Stanley Kubrick. O ponto culminante da obra de Strauss acompanha o nascimento gradual deste novo astro que se desprende, luminoso, numa visão total, com a música chegando ao repouso.
FONTE
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