sábado, 18 de agosto de 2007

RASHMON

Título Original: Rashômon/Gênero: Drama/Duração: 88 minutos/Ano (Japão): 1950/Direção: Akira Kurosawa/Roteiro: Akira Kurosawa e Shinobu Hashimoto, baseado em estórias de Ryunosuke Akutagawa/Produção: Minoru Jingo/Música: Fumio Hayasaka
Fotografia: Kazuo Miyagawa/Direção de Arte: H. Matsumoto/Edição: Akira Kurosawa

(...) Antecipando em quatro décadas uma tendência de diretores estetas como Quentin Tarantino, Kurosawa constrói uma trama que conta a mesma história sob quatro pontos de vista diferentes, nenhum deles conclusivo. A técnica, então inédita, acabaria por influenciar muitos grandes cineastas do futuro, gerando dezenas de variações (“Os Suspeitos” de Bryan Singer, “Jackie Brown” de Quentin Tarantino, “Herói” de Zhang Yimou). (...) No plano narrativo, o longa-metragem consegue a proeza de ser simples e ambicioso ao mesmo tempo... Três homens se encontram nas ruínas de uma antiga construção medieval, durante uma pesada tempestade, e conversam para matar o tempo. Dois deles contam ao terceiro o caso extraordinário de um julgamento que acabaram de presenciar. Nele, quatro pessoas forneceram diferentes versões para o mesmo acontecimento – o assassinato de um homem no meio de uma floresta – sem que fosse possível reconhecer qual das versões era a verdadeira (se é que alguma delas era). (...) A estrutura narrativa elaborada por Kurosawa se revela bastante ambiciosa quando observada com atenção. De fato, as ações são contadas em três tempos distintos, algo raro no cinema – os fatos mais importantes são flashbacks dentro de flashbacks. Há o presente (a espera pela chuva passar, com a conversa entre os três homens), o passado recente (o julgamento do bandido acusado pelo crime, em um pátio banhado de sol) e o passado distante (o assassinato na selva). Apesar de alternar os três tempos, a narrativa jamais fica confusa ou empolada por causa disso. O ritmo é ágil e as cenas, bastante dinâmicas(...)”

FONTE:http://www.cinereporter.com.br/scripts/monta_noticia.asp?nid=1627

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